Alunos adolescentes: um dia após o outro com muita dedicação

Os educadores trabalham nas escolas com faixas etárias diversas. Há quem prefira dar aulas para os pequeninos. Outros, na sua maioria, até tremem só em pensar nos cuidados que esses menininhos requerem. Esses preferem os meninos mais crescidos, mas os adolescentes com toda a certeza não são a preferência nacional dos educadores. Por que?
A adolescência é uma fase crítica e que passa, graças a Deus.
Os nossos garotos adolescentes vivem um momento delicado da vida: não são pinto nem galo, como se diz. Oscilam tanto por eles mesmos quanto por exigência dos grupos sociais aos quais pertencem entre a infância e a fase adulta.
Ora almejam dependência, ora autonomia. Momento delicado de ansiedade e pressão, o que os torna vulneráveis. Com isso são bastante suscetíveis a fazer bobagem!
Por ainda terem um pé na infância, são por vezes impulsivos e voluntariosos: não percebem a saciedade, assim, muitas vezes exageram e em busca de rituais de passagem, aderem facilmente ao que muito nos assombra e sem avaliar os riscos.
Esse é o motivo principal em se dizer que precisam muito da família e de nós educadores.
Muitos pais andam arrancando os cabelos e quando são chamados à escola para resolverem questões relacionadas ao comportamento do filho com os educadores, alguns ousam dizer que não sabem mais o que fazer. Se eles não sabem, que diremos nós?
A chave mágica para chegar ao coração dessa moçada é o diálogo. Ouvi-los e tentar entende-los. Conversar, mostrar prós e contras de certos atos.
Há os que não se conformam com o controle da família. Queixam-se de não ter liberdade e usam comumente a fala de que os pais dos amigos são melhores e diferentes.
Todos os adultos passaram por essa etapa, mas alguns já se esqueceram depressa e se arvoram em punir, castigar, criticar os adolescentes. Pena!
Perder um filho numa idade dessa, é fácil. Ganhá-lo, trazê-lo para si é atitude sábia e compensadora.
Há professores que são muito agraciados e vivem com esses meninões pendurados pelos corredores. São os campeões de audiência nas escolas. Adoram essa moçada!
Esses mestres diferenciados parecem ter descoberto a roda, pois é Deus no céu e eles na terra para a turminha. Bendito sejam!
Aos pais que enfrentam problemas com esses meninos adolescentes, restam paciência, tolerância, compreensão, carinho e companheirismo, porque quando a onda passa, estão de volta os mesmos queridos que foram quando pequenos, com a vantagem de serem já adultos amorosos e gratos pelos cuidados familiares.
Quem já curtiu amor de alunos adolescentes, sabe que ganhou amigos para toda a vida e o que é uma existência sem amizade sincera e duradoura?

Sonia Regina P. G. Pinheiro

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2 Comentários

  1. Antonio Rocha Chaves
    Bom dia, Sábias palavras D. Sônia, pois retratam o que deveria ser a boa convivência entre as famílias, e principalmente entre pais e filho . Deus ajude que aos que lerem esse texto possam ter essa compreensão aumentada e aos que nunca conseguiram visualizar desta forma, a partir dessa reflexão, possa surgir um divisor de águas no relacionamento familiar, e assim viverão neste mundo sofrendo menos.
    • D.Sonia
      Obrigada por ter lido o texto e por ter feito esse comentário que tão bem me fez. Inspira-me a continuar escrevendo e buscando meios e reflexões para o desenvolvimento dos nossos queridos alunos.Abraços.