Elogio! Fonte de alegria! Impulsão para progressos.

Nas minhas longínquas lembranças da infância, recordo que ouvi mamãe dizer que uma mãe devia dizer que amava o filho quando ele estava dormindo; para não criar mal e dar ousadia!!!!!!! Tempos bicudos!
Os elogios que ansiava quando tirava notas altas não chegavam. Tirei 9, pai. Quem tira 9 tira 10. Tirei 10, pai. Não fez mais do que sua obrigação! Você só estuda.
O elogio, no meu ponto de vista aduba uma seara para que as colheitas sejam benditas e fartas!
Indo nessa direção, vi um programa na semana passada que apresentava uma escola na qual a quantidade de reprovação no ensino fundamental I era gigantesca.
Então, com vistas a mudar esse panorama, projetos foram pensados e colocados em prática.
Uma das ações chamou muito minha atenção: o caderno de elogios.
Cada criança de uma determinada classe teria um caderno para registrar os elogios que recebesse, bem como aqueles que lhe fossem dirigidos.
A Cidinha começou seu caderno de elogios logo: hoje o tio que toma conta do portão da escola falou que meu penteado estava bonito. Depois emendou: falei para a Lucinha que eu gosto muito dela porque ela me oferece sempre um pedacinho de seu lanche.
Num mundo de individualidades, de vaidades exacerbadas, de ganâncias, de tantas coisas negativas, ensinar a meninada a elogiar e a receber com alegria os elogios pode ser um começo.
Tem tanta gente que vive a vida inteira querendo ouvir uma palavrinha sobre seu trabalho. No entanto, passa anos, décadas, trabalhando sem ao menos um olhar carinhoso.
Naquela escola, o projeto está dando certo, pois o índice de reprovação caiu. Não é mágica. Não é milagre. É simplesmente trabalho diferenciado.
Veja só: a criança escreve. Primeiro ponto. Muitas vezes o aluno só escreve em situações programadas pelo planejamento engessado. Nesse caso, a escrita é espontânea. Ele escreve o que quer. O que sentiu como positivo sobre o que ouviu e falou.
Trabalho com a língua e com o sentimento. Fábrica de sucesso. Ponto pacífico.
Pode ser que muitos ao lerem essas linhas critiquem essa ação.
Porém, me deparo constantemente com crianças e jovens com baixa autoestima e qualquer medida que venha de encontro a ajudar essa moçada a crescer e se desenvolver bem deve ser levada em consideração. Afinal, levar essa turma a uma vida feliz e produtiva não é obrigação de todos?

Sonia Regina P. G. Pinheiro

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