Tem dia que é noite na escola!!!

O dia a dia numa escola é complexo! Coisa séria! “Cada mergulho, um flash!”
Nunca um dia é igual ao outro, mas tem vez que a coisa literalmente pega!
Há tanto para cuidar! Não é só a preocupação com o cumprimento do planejamento. Não é só a execução dos projetos pedagógicos. Nem com as peraltices dos meninos. Vai além!
É muito mais e extrapola a nossa criatividade de pensamento.
Quem quer vida fácil, tranquila, passe longe do portão da escola.
Quem quer agito, muito trabalho, surpresa, correria, preocupação, energia, emoção, e uma centena de outras coisas, seja muito bem-vindo! Estamos de portas abertas!
A meninada é do balacobaco, ou seja, não é fácil, não. Conforme o tempo passa, mais criatividade é exigida do departamento pedagógico e docente, a fim de que o ensino ande e dance conforme nossa música.
Hoje em dia a educação formal e informal dentro das escolas viraram um desafio de Titãs; corrigir a moçada, ensinar modos aceitáveis, indicar posturas desejáveis, enfim, colocar a turminha nos trilhos não é realmente muito fácil.
Temos o auxílio luxuoso dos meios de comunicação e das redes sociais que incitam os meninos a comportamentos inesperados e indesejáveis. A treva!
Com tanto mau exemplo grassando às mãos cheias, os alunos são bombardeados por todos os lados para que sigam um caminho oposto ao que pais e educadores desejam.
No entanto é necessário que não joguemos a toalha e continuemos a acreditar que nosso trabalho está indo na direção certa, que estamos buscando a construção de uma sociedade na qual possamos viver melhor.
Tenho em mim um otimismo sentenciado desde o berço. Creio que o pessimismo é a porta aberta para mazelas e para desconstruções de objetivos traçados com muito esforço.
Todo educador é, como diria Guimarães Rosa, um forte. Devemos tirar da cartola tudo o que possibilite um ensino eficaz e compatível com a individualidade de cada aluno, sem esquecer de valores e de trabalho coletivo.
O garoto está errado. Corrigir. A família não concorda. Conversar. O menino não aprende. Ensinar. Ensinar de novo e de novo.
Eu sempre me pergunto o que gostaria de ter sido se não fosse professora. Procuro a resposta e simplesmente não acho. É a sina! Sala de aula é para que gosta e eu adoro! E não sou a única!

Sonia Regina P. G. Pinheiro

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