Quem alcança? Quem espera ou quem vai à luta?

Final de ano para os alunos concluintes do ensino médio é cruel!
Estão à beira de um ataque de nervos com o ENEM e com os vestibulares nas instituições públicas. Pobrezinhos!
Agora é a ingrata hora das cobranças que a vida faz com as escolhas corretas ou incorretas.
Infelizmente o aluno que não se dedicou durante os doze anos de ensino oficial nas escolas tem agora a missão impossível: sair-se bem.
Falamos à exaustão sobre a importância da leitura, sobre estudar um pouco todos os dias, sobre não deixar as dúvidas para trás, sobre correr atrás de conteúdos que ainda não dominam bem, mas…A vida é muito curta, dirão alguns. Outros, tentarão outros meios de entrar numa universidade. Não vão dizer que não avisamos e aconselhamos!
As escolas ficam em estado de alerta para os resultados desses exames, pois há famílias que medem a qualidade do ensino apenas pelo desempenho dos alunos neles.
No entanto, infelizmente a postura de alguns jovens não os abona para ter sucesso profissional e social, porque escolhem o mais fácil, o lazer, o prazer, a linguagem frágil apoiada na gíria e no coloquial. Tempos modernos!
Quando abrem os olhos ficam abismados com aqueles que se dedicaram e conseguiram, pelo esforço pessoal e sacrifício, galgar lugares desejados.
A vida é assim: dura para quem é mole! Não tem segredo!
Hoje vi na televisão a entrevista de um garoto que no ano de 2016 foi o primeiro colocado em medicina na USP, UNICAMP. UNESP e UNIFESP. Obteve 850 pontos no ENEM!!!!
Esse menino, o Guilherme, é de Morungaba, cidade do interior no circuito das frutas, perto de Campinas. Aluno de escola pública, estudava de manhã, trabalhava à tarde e à noite ia para o cursinho.
Sua linguagem admirável deixou todos boquiabertos! Deu sua receita para que novos candidatos possam realizar o sonho de conquistar o topo nesses exames.
Disse de seus sacrifícios, de sua rotina e de seus métodos para estudar. Ficamos encantados!
Entretanto não há receita correta, apenas dedicação aos estudos e foco. O problema é que muitos jovens não têm fé nem em si, nem na escola e nem no futuro; andam perdidos por aí como os zumbis de algumas séries que adoram ver.
Resta-nos apenas torcer para que consigam obter da vida o que desejam e que isso seja bom para todos, pois gostamos muito de nossos meninos e desejamos para eles o que de melhor o Papai do Céu possa lhes ofertar.

Sonia Regina P. G. Pinheiro

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