Autonomia. Desejada e desejável!

Fala Diretora

Existem palavras que permeiam o universo das escolas de tempos em tempos. Algumas grudam na parede dos ideários e lá permanecem. Outras viram modismos. Vem e vão com a mesma rapidez.
Já de um tempo para cá se fala muito na autonomia do aluno, ou que a escola deve preparar o aluno para ser autônomo.
A autonomia, palavra de origem grega, tem tudo a ver com a liberdade e com outros significados que remetem ao fato da pessoa que a possui conseguir, a partir de conhecimento de si próprio e de suas potencialidades, tomar decisões e agir no mundo de forma consciente. Bonito!
Sim, mas como conseguimos promover a autonomia dos nossos meninos?
Ouso dizer que existem mães e mães. Aquelas que desde que os garotos já estão em pé e com a mão firme, entregam o pratinho de comida e a colher, deixando os mesmos, com toda a lambança, comer com esforço próprio. Depois é o banho sozinho (mesmo de vez em quando repassando os lugares “inatingidos” com a esponja), é fazer a cama, guardar roupas e brinquedos, levar o prato vazio à pia, quando não o lavar.
Começa em casa a autonomia! Na escola vai sendo (ou tentando ser) construída conforme os alunos vão avançando. Os pais, na fase escolar, têm obrigação de ensinar os filhos a estudar em casa; fazer com eles as lições, refazer os erros, estudar para provas, ajudar nos trabalhos, indicar leituras e por ai vai.
Conforme os meninos vão estudando em séries mais avançadas, devem ser estimulados a buscar por si mesmos o desenvolvimento ideal nos estudos. Soltando levemente as rédeas.
No entanto, existem famílias que culpam a escola e os professores quando seus meninos não estão indo bem. Se os garotos já estão em séries avançadas, os mesmos já sabem (ou deveriam saber) como buscar os conhecimentos nos quais não estão seguros para realizarem suas avaliações.
A meninada de hoje recorre aos tais tutoriais (aulas de como fazer, com explicações bárbaras!) para tudo: maquiagem, cabelo, jogos virtuais, tudo o que lhes interessa.
Porém, quando chega a hora das relações métricas do triângulo retângulo, querem que um gênio benevolente faça a mágica de enfiar literalmente em suas cabeças esse conteúdo.
Os meninos de hoje, em grande maioria, têm uma vida mamão com açúcar! Tudo na mão, sem muito esforço. Difícil essa tal autonomia.
Creio que sempre é tempo de fazer a moçada crescer de verdade e buscar seus objetivos. Para isso estamos sempre lutando e buscando ajuda de todo lado, porque essa nação precisa como nunca de gente que sabe o que quer e vai atrás. Família e escola, então, mãos à obra!

Sonia Regina P. G. Pinheiro

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