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Celular. Qual a idade ideal para utilizá-lo?

28 | 07 | 2016
Fala Diretora
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Celular. Qual a idade ideal para utilizá-lo?

Estamos vivendo numa era de transição entre a idade da pedra lascada e a imersão descontrolada no mundo virtual! Coisa de louco!
Com isso, nossa meninada está alienada e gastando a ponta dos dedos nos tablets, celulares, computadores, laptops e afins.
Os pais, perdidos nos desejos dos seus filhos, não sabem como controlar a vontade dos pequenos que cada vez mais cedo buscam possuir seu próprio celular e mergulhar na telinha de cabeça!
Conheço famílias que fizeram trato com seus garotos para que tenham seu próprio celular a partir de uma idade na qual tenham discernimento e possam utilizá-lo bem.
Essa idade varia de família para família, mas eu juro que conheço pelo menos uns dez pequeninos, que com menos de sete anos vivem a esnobar o desejado aparelhinho. Os pais se derretem e acham tão bonitinho! Parece que já nasceram com as pontinhas dos dedos preparadas, se gabam!
Enquanto isso, se queixam da crise, da falta de dinheiro, dos cortes das horas extras, da falta de promoções e da situação em si! Quem entende?
Pergunto a mim mesma como essa turma controla o gasto com a conta das operadoras?
Nos restaurantes, no shopping, nos parques, onde quer que a meninada frequente, é comum vê-los dedilhar enlouquecidamente os aparelhos móveis, enquanto seus pais, ou fazem o mesmo, ou ignoram a alienação dos filhos, dando graças a Deus que ficam quietos e parados.
Até os bebezinhos têm a sua frente os celulares ou tablets com os desenhos animados preferidos. Ninguém quer perder tempo distraindo os pequerruchos. Deixam o trabalho para a querida Galinha Pintadinha ou para a não menos querida Pepa.
Então nossas crianças ficam sempre estimuladas a ficarem quietas; olhos encantados nas cores, nas informações gratuitas, nos jogos e vídeos.
Na sala de aula querem continuar a ter acesso aos aparelhos, pois prestar atenção às aulas, fazer lição e escutar o professor falar é muito chato.
Já li artigos de professores universitários, verdadeiros papas da educação, que defendem a utilização da tecnologia portátil na sala de aula. Parece aquele lema, se não pode vencê-los, junte-se a eles.
De minha parte, tremo cada vez que penso nos rumos que a educação dos nossos garotos está tomando. Será que estou velha demais para entender a cabeça dos nossos alunos?
No entanto, o que me conforta é que enquanto nos mantivermos firmes no propósito de mostrar a importância da escola e da educação, estamos fazendo o trabalho a que nos propusemos e no qual acreditamos.

Sonia Regina P. G. Pinheiro