A culpa é da mãe, do pai e do professor?

Fala Diretora

Na semana passada ouvi uma frase que ficou martelando em meus ouvidos:
Ser mãe é viver com muitas culpas!
Fiquei refletindo sobre o que ouvi e que efeitos essa afirmação teve sobre mim.
Os pais amam tanto seus filhos que acabam se sentindo responsáveis se esses não se sentem felizes, não estão realizados, não estão contentes com seus corpos e por ai adiante.
Carregar culpa é um fardo bastante moderno. Coisa dos dias de hoje.
Penso que os pais não eram tão reflexivos no passado. Levavam a vida sem encucar. Faziam suas obrigações de pais na medida do possível, sem grandes sacrifícios e exageros.
Os pais de hoje trabalham muito, têm menos tempo para corujar suas crias e assim, alguns deles encarnam a sensação de que não contribuíram de forma efetiva para que seus filhos fossem melhores ou diferentes.
Como exemplo, lembro-me que as crianças deviam comer aquilo que seus pais punham no prato, sem contestação! Gostassem ou não, tivessem ânsia ou não.
Hoje, basta o menino dizer que não quer, a mamãe providencia outra coisa.
Desta forma, a meninada vai se criando a base de miojo, de lanche, de bolacha, enfim, pouco ou nenhum legume. Verdura, nem pensar! Fruta, uma ou outra!
Para tomar banho, havia o horário estipulado. Hoje, não tem hora. Às vezes até o garoto vai dormir sem tomar seu banho. Bate o pé e pronto! Tomo amanhã, ele diz!
Alguns professores também se culpam quando seus alunos não conseguem se desenvolver a contento. Pensam que falharam no método, que não souberam atingir a meninada, que não foram efetivos.
Voltando aos professores de outras épocas, a matéria era dada e a meninada que “desse seus pulos” para aprender.
Culpar-se ou não é matéria para muito estudo!
Os tempos modernos cutucam bastante a consciência das pessoas talvez porque interagimos muito mais com nossos pares! Mães interagem mais com outras mães. Professores também interagem com outros professores. Os meios midiáticos servem também de oráculos.
Importante é termos nossos objetivos bem claros e batalhar por eles com bastante firmeza e honestidade.
Vamos errar muitas vezes, mas também vamos acertar bastante.
Com ou sem culpa vamos fazendo nosso trabalho tendo como alvo o desenvolvimento desejável de toda essa garotada, que um dia terá em seu poder o futuro desse país.

Sonia Regina P. G. Pinheiro

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