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Errar é humano, aceitável e necessário para o aprendizado escolar!

15 | 02 | 2019
Fala Diretora
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Errar é humano, aceitável e necessário para o aprendizado escolar!

Quanto sofremos em épocas passadas quando nossos professores apontavam nossos erros nos exercícios e nas avaliações! Havia um sadismo mórbido vestido totalmente de vermelho nas infelizes páginas de nossos cadernos e em nossas provas. Bons alunos não erravam!
Errar era punido de forma exemplar! Até mesmo uma doce menininha de 8 anos na década de 70 levava reguadas quando errava a operação matemática que fazia na lousa!!!
Levamos décadas para incorporar a importância do erro no processo de aprendizagem. Nesse meio tempo, fomos acreditando que o aluno não poderia errar. Quanta água barrenta passou por debaixo da ponte!
Se a escola pretende fazer com que o aluno seja protagonista dos processos de ensino-aprendizagem, deverá forçosamente privilegiar oportunidades de experimentar, de tentar, de errar e refletir sobre os erros para construir novas soluções e caminhos para os problemas postos aos educandos.
Muitos educadores, a princípio, ficaram pasmos diante das ideias de Emília Ferrero frente às hipóteses que os meninos trazem sobre os primeiros contatos com a língua escrita! Alguns pais olhavam com uma ponta de desconfiança para a “escrita hipotética” de seu filho. Alguns coçavam a cabeça e pagaram para ver. O que viram? Aprendizado significativo!
A ideia do erro como processo de construção do conhecimento se estende ao aprendizado de línguas adicionais, de música, de arte e de vida!
Um ginasta executa milhares de vezes o movimento. Erra, tenta. Erra, tenta novamente, até que consiga realizar o exercício com perfeição. O mesmo faz o pianista, quando deve reproduzir uma peça de difícil execução. Erra quantas vezes forem necessárias para que a música soe perfeita.
Quantas e quantas vezes nos deparamos com situações espinhosas, nas quais acreditamos piamente ter errado feio! Garanto que pensamos duas ou mais vezes nas ações que nos levaram a fracassar. O erro foi muito bom. Foi educativo.
Numa recente novela televisiva, um personagem repetia como bordão: tudo o que acontece de ruim na vida da gente é para melhorar. Era um matuto! Sábio!
Os pais têm a nobre missão de aceitar os erros dos garotos como experimentos e incentivá-los a tentar fazer novamente até acertar. Críticas e comentários ácidos sobre os erros da meninada não acrescenta, não edifica, ao contrário prejudica.
É imperioso que nossas estruturas de ensino também se modernizem de modo a se afastar de modelos retrógados, impróprios para os contextos sociais e profissionais de nosso tempo.
Certo é que a escola vem se transformando num caminho que graças a Deus não tem volta!

Sonia Regina P. G. Pinheiro

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