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Falando em valores, quanto vale uma educação desejável?

10 | 04 | 2017
Fala Diretora
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Falando em valores, quanto vale uma educação desejável?

Lembro-me muito bem dos textos que lia quando fazia o antigo primário, nos meus primeiros anos de estudo. Faz tempo, mas não esqueço!
Havia uma preocupação dos autores de livros didáticos em proporcionar às crianças leituras que fossem formadoras de valores necessários à boa conduta.
Recordo-me de uma história na qual o garoto, indo pegar lenha no mato para a velha avó, encontrou um pé de jabuticabas carregadinho e colheu o que pôde para levar à sua velhinha.
Embora ele adorasse a fruta e estivesse sedento, pensou que levar de presente à avó doente, seria mais saboroso do que prová-las. Correto!
Muitas e muitas histórias tinham como final uma moral, da qual se depreendia que devíamos ser bons, verdadeiros, companheiros, educados, colaboradores, honestos e por aí vai.
A escola tinha uma importante parcela na formação do caráter da meninada e dos valores essenciais para uma vida adulta salutar e digna.
Muitas coisas vão mudando e algumas se tornam piegas. Costumamos achar ridículo, infantil ou démodé algumas das ações que fazíamos no passado, pensando que as crianças de hoje são muito diferentes e que não estão aptas a compreender as mensagens que precisamos passar. São “tão adultas”!
Aliás, nossas crianças estão sendo forçadas a se comportarem como adultas. A se vestirem como adultos, a comerem como adultos, a agirem como adultos, pulando a cerca da meninice e atravessando pântanos nebulosos que insinuam salto de etapas necessárias para a maturidade e para a compreensão de processos importantes na formação desejável de uma pessoa.
Mamãe não deixava que estivéssemos presentes na sala quando conversava com suas amigas. Dizia: vai brincar!
Cuidados extremos para que ouvidos ainda inocentes pudessem saber do que não precisariam ainda. Cuidados em todos os sentidos: com a higiene, alimentação, religião, companhias e assim fomos crescendo sabendo que decisões eram para os adultos. Tínhamos uma mão forte e condutora a nos guiar. Muitas vezes nos aborrecíamos, mas era assim e ponto!
Valores! Precisamos dar oportunidades para que nossos pequeninos construam valores. Não é nada fácil. É uma briga feia, para dizer a verdade, mas não devemos esmorecer.
Infelizmente os exemplos que rodeiam nossas crianças e jovens, não são os melhores. Muito longe disso. São verdadeiros incentivos ao contrário do que anseia uma sociedade justa e igualitária.
Aos educadores, resta a tarefa santificada de escolher o que vá promover crescimento e mudanças benéficas nos comportamentos para que possamos sonhar com um futuro melhor para todos nós.

Sonia Regina P. G. Pinheiro