Quanto a família ensina os filhos…….

Fala Diretora

Com as férias de julho e o silêncio nos corredores de nossas escolas, ficam as reflexões sobre que atividades nossos alunos estarão fazendo nesse período.
Pode ser que alguns estejam entregues ao ócio, jogados no sofá da sala, com um celular nas mãos, de olho na televisão ou ainda talvez na frente da tela do computador.
Esses podem também estar enlouquecendo a família com os ataques frequentes à geladeira e aos armários, caçando de tudo a qualquer hora: biscoitos, petiscos, enfim tudo o que cabe em barrigas pequenas, mas elásticas.
Tenho uma amiga, mãe de três garotos-saúvas! Ela se desespera, porque não há o que chegue! Estão a toda hora querendo “uma coisinha”, como dizem os sempre-famintos!
Há também os que têm pais com tempo e disposição para passear. Abençoados!
Nossa cidade tem muitos lugares que oferecem aprendizado, lazer e diversão para todos, sem que o bolso fique mais vazio: parques, museus e exposições.
Os meninos aprendem bastante com seus pais, principalmente com aqueles que se preocupam em ir ensinando e apresentando o mundo.
Sempre me preocupei em estar com meus filhos no tempo em que estavam longe da escola. Mesmo de dentro do carro, eu me acostumei a ir apontando paisagens naturais e outras pelo caminho: olhe, ali é uma estação de ferro antiga, inspirada na arquitetura inglesa. Olhe, que árvore linda, é o ipê, a árvore símbolo do Brasil.
Não parece, mas quando as crianças estão com seus pais, tios, avós e primos, os momentos vão ficando guardados na parede da memória. A atenção dada aos pequenos frutifica!
Lembro-me de um tio que adorava fazer dobraduras de papel. Ele me ensinava passo a passo e depois, o tio deixaria para trás uma esquadra de navios e aviões, balões e pássaros.
Um outro tio era mestre em charadas, jogos e outros passatempos. Vinha sempre com a pergunta: como se escreve água quente com seis palitos de fósforo? Ou então, como transformar essa figura em outra, apenas tirando um palito?
Tinha um outro, maravilhoso, que adorava fazer novelinhas de rádio, usando os filhos e sobrinhos e ele mesmo nos papéis da novela, gravada num enorme gravador de fita! As falas eram todas improvisadas. Bastava dar o tema: a mocinha gostava de um rapaz, mas seu pai queria que se casasse com outro. A mãe apoiava a filha! A tia dava palpite e por ai ia.
Eu adorava, pois sabia que eles queriam nos divertir.
Tomara que nossas crianças estejam sendo cuidadas, acarinhadas, amadas e aprendendo coisas novas por aí.

Sonia Regina P. G. Pinheiro

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