Fechar Menu

Ser crítico e ser educado! Difícil, mas possível!

04 | 12 | 2015
Fala Diretora
0 comentários

588 visualizações

Ser crítico e ser educado! Difícil, mas possível!

Procuro nos meus textos comparar a educação escolar de outrora com a dos dias hodiernos. Não sei se ajuda, não sei se é uma medida ideal, mas não consigo me libertar das amarras de uma prática longeva na seara educacional.
No passado, quando éramos chamados a atenção pelos professores, ficávamos cabisbaixos. Ouvíamos o que o professor tinha a dizer, estivéssemos certos ou errados. Não tínhamos o hábito de rebater ou debater com quem quer que seja.
Levávamos para casa os queixumes e deixávamos a água do chuveiro levar consigo a bronca e seus efeitos.
Eu nunca ousei contar para mamãe sobre as broncas que levava (e eram muitas, oh, menina levada!), porque o chinelo seria o meu consolo. Mamãe diria que se eu levei bronca, com certeza tinha feito algo errado e que o professor era preparado para lidar com indisciplina.
Atualmente, e de um tempo para cá, costumamos dizer que devemos formar o aluno crítico.
Ai, meus sais! Nesse país, para distorcer um conceito, um valor, uma ideia, basta deixar rolar um pouquinho e assistir de camarote.
Quando às vezes chamamos os pais para conversar sobre mau comportamento do filho, para dizer-lhes que o garoto está respondendo para o professor, ouvimos incrédulos dizerem que estão incentivando os filhos a serem críticos!
Ensinar um garoto a ser crítico, passa para mim, que devemos ensinar valores e dar exemplos. Devemos também mostrar que temos direitos e deveres, aliás, temos que nos apoiar muito mais nos deveres e depois cobrar nossos direitos. Devemos também e sobretudo, cultivar nos nossos meninos o respeito como valor superior a todos.
Na semana passada, a professora Gilda, pediu para uma garota guardar um joguinho que estava tentando usar enquanto colegas apresentavam uma música. A professora disse que, estando numa sala de aula, jogo não é aceitável. A garota rebateu que também música não era aceitável, pois não estamos em casa de espetáculos. Detalhe, os colegas estavam apresentando uma melodia que iriam usar num projeto proposto pela professora.
Conclusão, a turma costuma levar o lado crítico somente quando busca se favorecer e driblar as regras estabelecidas dentro de uma unidade escolar.
Tarefa difícil, essa de formar aluno para ser cidadão crítico.
Infelizmente, enquanto a moçada achar que pode falar o que quer sem responsabilidade, terão que arcar com seus atos e aprender da forma mais dura que a escola, como a sociedade, precisa de regras e que ao descumpri-las, ficamos sujeitos às sanções, sem choro e nem vela!

Drª Sonia Regina Potenza G. Pinheiro