Leitura: Fórmula mágica para construir conhecimentos!

Fala Diretora

Acho que todos os pais querem descobrir uma fórmula mágica que faça com que seus filhos se desenvolvam intelectualmente, que saibam falar e escrever bem e que construam uma enorme gama de conhecimentos.
Costumo dizer aos alunos que essa fórmula tem nome e sobrenome: leitura.
Digo ainda que a leitura faz uma mágica poderosa, colocando nas nossas mentes, palavras, frases e estruturas que nos surpreendem muitas vezes.
Entristeço-me quando me deparo com um jovem que me diz em alto e bom som que não gosta de ler. Digo que leitura vicia. Basta começar um pouquinho de cada vez e quando menos esperamos, estamos irremediavelmente atados aos livros. Sem perdão. Não conseguimos mais viver sem eles.
Quando devemos começar a incentivar nossos garotos nessa nobre e generosa arte de nutrir e vestir nossa alma?
Bem, num artigo outro dia li que devemos ler para os bebês. Vai mais além: devemos ler para o bebê ainda na barriga da mamãe. Diz que a leitura em idade precoce estimula o desenvolvimento, possibilita o aparecimento do raciocínio lógico, da criatividade, da oratória, da correta articulação de palavras, amplia o vocabulário, dentre outras benesses. É pouco?
Como esperar que um aluno goste de ler se às vezes em sua casa ninguém o faz? Não há livros, nem jornais. Grassa apenas a rasa compreensão da dura realidade de quem vive empurrando o mundo com a barriga!
No entanto, estamos sempre correndo atrás de nos fazer respeitar perante outros países do mundo. Os que estão léguas à frente em desenvolvimento, têm um nível de leitores imensamente superior a nós.
Não podemos fechar os olhos para aqueles que só de ver um livro tremem dos pés à cabeça. Muitos desses, quando se deparam com um leitor contumaz ousam perguntar como conseguem ler um livro com tantas páginas?
Uma grande amiga me disse que estudou num colégio de freiras no Sul, em Caxias ou outro local que não me vem à memória. Relatou que havia um clube de leitura para quem quisesse voltar ao colégio à tarde e saborear umas boas páginas na voz de uma professora leitora. Depois comentavam os textos lidos. Coisa boa!
Triste mesmo é também saber que algumas livrarias estão fechando suas portas.
O educador de respeito é como o sertanejo que Guimarães Rosa descrevia: um forte! Aquele que empunha suas armas, digo, seus livros, e toca o coração dos pequenos, transformando suas existências pelo gosto pela leitura.

Sonia Regina P. G. Pinheiro

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