O que cabe ensinar sempre!

Fala Diretora

A vida não é só feita de tristezas, problemas e perrengues. Ainda bem!
No dia a dia temos o tempero necessário para que tudo valha a pena. Se não valer, pelo menos ficou o aprendizado!
Veja só o que aconteceu comigo há alguns dias: entrando na classe, fui colocar o avental e me preparar para iniciar a aula. Faço isso bem devagar para dar um tempinho aos alunos. Assim eles também se preparam e arrumam os materiais necessários para o início da atividade.
Eu estava abotoando o avental, com a cabeça um pouco baixa. De repente vi um rapaz em pé na minha frente.
Era um garoto dos seus dezesseis anos. Grandão. Cabeludo.
Perguntou como tinha sido meu feriado de carnaval. Surpresa! Há quanto tempo um aluno não abre um diálogo comigo, fora da situação de sala de aula! Falou que tinha ido à praia. Que estava com muitas saudades do mar, da areia, do calor do litoral.
Entabulamos uma conversinha pequena de uns dois ou três minutos.
Depois ele foi se sentar para começarmos a aula.
Meu coração ficou cheio de alegria!
Normalmente os jovens não perdem tempo com adultos. Pelo menos, a meu ver.
Encontrar num rapaz toda essa educação e gentileza, me fez refletir sobre a educação no lar que vem até a escola e da educação da escola que vai ao lar.
Lutamos, batalhamos com nossos alunos desde tenra idade para que criem e reproduzam as maneiras educadas de convivência em sociedade. Não só isso, como também solidariedade, empatia, colaboração, dentre outras necessidades muito atuais!
Há quem diga que isso é bobeira e que tem coisa mais importante para se ensinar.
O fato é que nem só português e matemática fazem parte do processo de desenvolvimento global dos alunos. Bom se pudesse ser somente isso!
Precisamos sempre resgatar aspectos que podem tornar nossa vida em sociedade mais feliz, mais leve, mais saborosa e produtiva.
Hoje está muito difícil de educar crianças e jovens. Verdade, mas nunca foi de fato fácil.
Educar, para pais e professores é um desafio hercúleo!
Quem vence esse desafio colhe sempre louros. Às vezes pensamos que estamos “chovendo no molhado”. Entretanto, plantar boa semente é um caminho possível para boa colheita!

Sonia Regina P. G. Pinheiro

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